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Autoconhecimento

Somos quem devemos ser ou somos quem podemos ser?

Renata 2 meses ago

Para conviver em sociedade, sempre estamos utilizando algumas de nossas facetas. O que isso significa? Que nos comportamos conforme o ambiente em que estamos. Isso faz parte de nossa vida, pois facilita a adaptação ao meio social, a convivência com as pessoas e acabamos sendo reconhecidos dentro do grupo. Como exemplo, posso citar que a forma como nos relacionamos no ambiente de trabalho, não é a mesma maneira que nos comportamos num ambiente familiar ou entre amigos.

No entanto, vivemos especialmente nos dias de hoje, padrões e estereótipos que seguimos de forma determinada para viver no mundo e que, de alguma forma, aparentemente nos traz algum alívio. Existem pessoas que são fitness, outros aventureiros, esportistas, comunicativos, envergonhados, etc. Assumimos esse papel, nos identificamos com essa característica e levamos isso para a nossa vida quase que como uma lei. Uma forma restrita de ser.

Porém, existe um problema quando assumimos apenas um determinado papel. Deixamos de lado toda a potencialidade que os outros aspectos podem nos ensinar e, dessa maneira, nos afastamos de quem podemos ser, para ser apenas quem devemos ser. Assumimos um papel e nos prendemos a ele.

O que eu quero dizer com isso?

Quero dizer que somos potencialidades, possibilidades de ser. Vou tentar explicar: se, por exemplo, sou fitness, não posso me permitir uma pizza com os amigos de vez enquanto, pois estaria “quebrando” aquilo que me propus a fazer. Ou, se eu fosse uma pessoa que se considera intelectual e não me permitiria contar uma piada, ou falar de assuntos banais, por considerar isso tempo perdido. Dessa forma, estaria pensando e agindo de forma rígida, não abrindo espaço para viver momentos leves, divertidos, de socialização e felicidade, como a nossa vida deve ser.

Quando assumimos apenas uma de nossas facetas, ficamos presos, limitados e nos afastamos da nossa verdadeira natureza. Passamos a ter o dever de seguir sempre aquele padrão. Isso acarreta na desconexão com nossa essência e nos afastamos de nós mesmos.

Apenas quando nos tornamos mais flexíveis e receptivos a cada contexto que nos deparamos, estaremos mais desenvolvidos e amadurecidos.  Assim, agiremos como podemos ser naquele momento, de forma sincera, leve e verdadeira, sem exigências com a gente mesmo.

Algumas pessoas podem considerar isso falsidade ou falta de autenticidade, no entanto, apenas quando temos um ego mais adaptado com o que somos, podemos nos relacionar com o mundo de uma forma mais leve e madura.

Por isso, é importante termos consciência de quem somos em nossa natureza mais verdadeira, para nos adaptarmos a cada contexto ou situação que se coloca diante de nós. E isso acontece por meio do autoconhecimento. Só assim seremos quem podemos ser, mais felizes, leves e autênticos.

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